A contratação de seguros é uma realidade na nossa sociedade. Para se ter segurança em diversos setores da vida, optamos por alocar parte do capital investido em itens do dia-a-dia buscando evitar perdas maiores do que podemos suportar. Atualmente, o setor de seguros está muito avançado e sofisticado, vez que usa diversos parâmetros matemáticos para precificar a sua contratação. Tal sofisticação está em nível tão alto que as empresas de seguro têm enorme precisão no momento de oferecer o serviço.

Contudo, junto com a sofisticação e a infinita capacidade de personalização dos contratos de seguro, é perceptível o aumento da complexidade de se obter uma execução completa no âmbito jurídico. Posto isso em pauta, a CNSEG (Confederação Nacional das Seguradoras) optou por se antecipar ao mercado, firmando parceria com o centro de ensino superior Ibmec-RJ para implementar o Direito Securitário na grade curricular do curso de direito.

Esse movimento pode ser percebido como o início da sofisticação das cláusulas contratuais de um contrato de seguro, considerando que este já está avançado no setor matemático/financeiro e garante rentabilidade para as seguradoras. Agora, também devem surgir novas ferramentas e soluções jurídicas.

O crescimento do Direito Securitário será percebido por cada vez mais pessoas em um futuro próximo. Hoje, a expectativa é de que as ferramentas dispostas no Código Civil comecem a ser estudadas por mais operadores de direito. Eles terão a oportunidade de navegar pelas entranhas do Direito Securitário desde a faculdade, elevando o conhecimento e acirrando a capacidade de encontrar soluções jurídicas diferentes, tão necessárias para contratos de seguro.

Em breve, os contratos de seguro serão ainda mais presentes no nosso dia-a-dia, entregando mais resultados de forma simples e fácil.

Por Leonardo Pereira, advogado na Saito Associados.

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